
Durante a cerimónia de assinatura da nova legislação, na Casa Branca, Bush rejeitou a ideia de que a nova lei vá permitir a tortura de suspeitos de actos de terrorismo, mas vários analistas acreditam que esse tipo de tratamento vai passar a fazer parte dos métodos de interrogatório da CIA.
A nova lei concede ao Presidente o poder de interpretação das regras internacionais sobre o tratamento de prisioneiros, autoriza o julgamento de suspeitos de terrorismo em tribunais militares e não exige que qualquer deles seja defendido por um advogado.
"Com esta nova lei, os homens que os nossos agentes dos serviços secretos acreditam terem orquestrado a morte de três mil inocentes serão levados à justiça", disse Bush, referindo-se aos atentados do 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque e Washington.
Entre os suspeitos de envolvimento nos atentados está Khalid Sheikh Mohammed, acusado de ser o mentor dos ataques; Ramzi Binalshibh, que poderá ter sido treinado para desviar um dos aviões utilizados nos atentados; e Abu Zubaydah, que é acusado de fazer a ligação entre a Al-Qaeda e várias células da organização liderada por Osama bin Laden.
In Público
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