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O Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça (ITIJ) considera lamentáveis as críticas do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) ao sistema informático da Justiça.
Luís Góis Pinheiro, presidente do ITIJ, afirma que o sindicato “deve ter especial responsabilidade a tratar destas matérias”.
“A utilização de um relatório de uma empresa privada, que claramente tem propósitos comerciais, para tentar atacar os sistemas de informação do Estado, parece-nos completamente inaceitável”, diz Góis Pinheiro.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) disse à Renascença que não se revê na posição assumida esta tarde pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público.
Rui Cardoso, secretário-geral do SMMP, classifica de inseguros e vulneráveis os sistemas informáticos da Justiça, afirmações baseadas na investigação de uma empresa portuguesa que refere que as violações do sistema informático permitiram o acesso a palavras-chave, correio electrónico, e conteúdos processuais.
Cada vez mais o Ministério da Justiça tem vindo a implementar soluções de software livre, daí ter sido escolhido como exemplo a apresentar no V Encontro sobre Tecnologia. De acordo com o portal iGOV, o director do Instituto das Tecnologias de Informação na Justiça (ITIJ), Mário Valente, afirmou que o objectivo é «ter Linux em todos os desktops da Justiça, totalmente em português».
A adopção deste tipo de aplicações foi, segundo o responsável, é uma das grandes opções de plano para o sector da justiça por parte do governo.
Como caso de sucesso Mário Ventura referiu a contagem de resultados do último referendo, que já utilizou tecnologia open source e cujo apuramento de resultados foi o «mais rápido de sempre» sublinhou.
Durante o encontro estiveram presentes mais especialistas de várias áreas, entre os quais o criador do PHP, Zaev Suraski, que apresentou alguns cenários para o futuro do desenvolvimento de aplicações web.
In SOL