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Londres, 02 Mar (Lusa) - O juiz britânico Stephen Richards foi hoje formalmente acusado de exibicionismo, revelou a Polícia Britânica de Transportes.
Richards, que trabalha no Tribunal de Apelação de Londres, foi detido a 19 de Janeiro, depois de uma mulher que viajava com ele num comboio se queixar que o magistrado lhe mostrara os órgãos genitais.
Um porta-voz da Polícia Britânica informou que o magistrado, de 56 anos, casado e pai de três filhos, foi acusado de delitos de exibicionismo relacionados com dois acontecimentos distintos ocorridos em 2006, enquanto viajava de comboio, no Sudoeste de Inglaterra.
O juiz, que nega as acusações, foi posto em liberdade sob caução e terá que comparecer a 8 de Março no Tribunal de Westminster, no centro de Londres.
Em comunicado, a Secretaria de Comunicações Judiciais indicou que o magistrado de momento "não exercerá funções à espera do resultado do processo".
Este juiz, nos últimos meses, interveio em casos mediáticos, como o do brasileiro Jean Charles de Menezes que foi assassinado no metro de Londres pela polícia, ao ser confundido com um terrorista suicida.
In RTP
Aluno que se barricou na Universidade Lusíada do Porto nega evocação de Salazar
"Cometi um acto ilícito do qual estou arrependido. Cometi aquela asneirada e já disse aos meus colegas que não quero que isto sirva de exemplo para ninguém", disse à Lusa Miguel Mota Cardoso.
O estudante de 42 anos que sexta-feira se barricou na Universidade Lusíada do Porto negou à agência Lusa que tenha evocado a figura de Salazar e manifestou-se arrependido da "asneirada" que fez.
Este aluno do segundo ano de Direito barricou-se cerca de três horas numa sala de espera da Universidade Lusíada do Porto, exigindo uma sindicância aos seus exames.
"Deitou combustível nos sofás e ameaçou incendiar-se. Tentámos conversar com o aluno, à distância, porque ele não deixava ninguém aproximar-se, e percebemos que havia da parte dele uma ideia má sobre a universidade", disse o vice-presidente da Fundação Minerva, proprietária das Universidades Lusíada, António José Moreira.
De acordo com António José Moreira, o aluno só saiu cerca das 14h00, "sem oferecer resistência, acompanhado pelo coordenador da Polícia Judiciária que esteve a dialogar com ele cerca de meia hora e depois de ter falado com uma jornalista da SIC".
"Demonstrava distúrbios psicológicos e invocava figuras políticas do passado, como Salazar, Hitler e outros", disse António José Moreira, acrescentando que, enquanto esteve barricado, o aluno "pediu uma auditoria ao curso de Direito por parte do ministério da tutela".
O estudante barricou-se cerca das 11h00 numa sala de espera do edifício administrativo da universidade, para onde se dirigiu dizendo que aguardava pela revisão de uma prova para a qual teria sido notificado, acrescentou António José Moreira.
O vice-presidente da fundação referiu que este aluno está a frequentar o segundo ano do curso de Direito, tendo completado com sucesso todas as disciplinas do primeiro semestre, não lhe sendo conhecidos antecedentes que expliquem o seu acto.
O estudante negou neste domingo que tenha falado em Salazar e garantiu que só se referiu a Hitler ao criticar uma professora que disse numa aula que "Hitler nunca foi nazi, apenas estava a cumprir a constituição alemã".
"Não é verdade. Não sei onde é que o professor António José Moreira foi buscar isso. Nunca falei sobre Salazar. Não estou louco. Estava ali a pedir uma sindicância às minhas provas", afirmou Miguel Mota Cardoso, garantindo que nunca manifestou intenção de se imolar pelo fogo.
O estudante referiu que já deu indicações ao seu advogado para "instaurar um processo de difamação por injúrias à idoneidade psicológica e direitos fundamentais".
"Destruí a minha vida e não sei o que vai ser de mim", disse Miguel Cardoso, manifestando-se convencido de que será expulso da Universidade Lusíada e que dificilmente será aceite noutra universidade.