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Data: 16.05.2007 a 17.05.2007
Local: AUDITÓRIO 1
"A Responsabilidade Ambiental na Europa Comunitária: Transposição da Directiva 2004/35/CE"
"Environmental Liability in the EU: Transposition of the Directive 2004/35/CE"
PROGRAMA :: FICHA DE INSCRIÇÃO
INFORMAÇÕES
ILDA :: Instituto Lusíada para o Direito Ambiente
Drª. Estefânia Sousa <ilda@por.ulusiada.pt>
T. +351.22.557.08.30

Durante cerca de quatro horas, Miguel Mota Cardoso causou o pânico na Universidade Lusíada, no Porto, esta sexta-feira, protestando contra os métodos de avaliação dos professores e a indiferença demonstrada pelos alunos por parte da instituição. Em declarações ao PDiário desmente categoricamente ter citado Hitler e Salazar, sabendo que vai ser expulso do curso de direito.
«Não pedi nenhuma auditoria ao curso, simplesmente solicitei uma sindicância a todos os exames que lá fiz no segundo ano, devido à arbitrariedade na avaliação», assegurou, contando que a sua atitude já teve implicações: «Formalmente ainda não fui expulso, mas sei que vou ser. É uma repercussão muito grave, porque tenho as cadeiras todas feitas. Desde que entrei que nunca fui a uma oral, fiz tudo seguido, o que não é fácil, pois é preciso estudar muito. Acho que merecia mais, porque fui mal avaliado. Não sei o que vai ser da minha vida agora por causa deste ilícito».
Aos 42 anos, Miguel Cardoso tenta «reconstruir a vida, tirando o curso de direito e apostar no futuro», mas agora tem um processo em tribunal e o curso abruptamente interrompido. «Tudo porque queria subir um ou dois pontos na nota», conta, deixando um aviso aos colegas: «Não quero tirar um curso de quatro anos em sete ou oito. Não quero ser advogado avô. Foi a única maneira que tive, depois de ter recorrido a todos os meios regulares e nunca tive resposta nenhuma. Já disse aos meus colegas para não fazerem o que eu fiz. Cometi um ilícito criminal, estou cá fora porque sou primário, porque senão não saía. Tenho julgamento marcado, processo a decorrer e não sei o que me vai acontecer».
Relato na primeira pessoa
Mas, afinal, o que aconteceu na sala dos alunos da Universidade Lusíada a partir das 11h30 desta sexta-feira? Miguel conta a sua versão, referindo-se à cadeira de Teoria Geral de Negócio Jurídico, a tal onde teve dez valores e considerou merecer mais. Leia as declarações na primeira pessoa:
«António José Moreira [vice-presidente da Fundação Minerva, que gere a Lusíada] foi a primeira pessoa que veio falar comigo, quando eu estava lá fechado. Nunca falei de Salazar e Hitler e isso é como dizer que sou de extrema-direita. Posso ter dito que eram arbitrários. Quanto ao Hitler, só estava a frisar que a Universidade Lusíada do Porto deu emprego como professora a uma senhora que é licenciada em direito e está a tirar o estágio. Essa senhora é que disse que o Hitler nunca foi nazi, que simplesmente cumpriu a constituição alemã. É isto que os alunos de direito andam a prender».
«Eu não aguardava nenhuma revisão de prova, porque essa aconteceu no dia 22. Já tinha a cadeira feita, por isso a minha intenção era pedir para fazer uma oral, porque queria provar que sabia mais. Cheguei à secretaria e disseram-me que já tinha passado o prazo. Ontem, quando me dirigi à universidade, pedi para falar com uma pessoa da administração e a empregada mal me viu disse logo que não estava. Pedi para chamar outra, que também não estava. Não estava ninguém, só que mal me fechei apareceram todos».
«Se eu não fosse bode expiatório, ninguém em Portugal sabia o que se passava dentro da lusíada. Levei um bidonzinho de dois litros com gasolina, é o que o está no processo. É verdade que pedi para o elemento da Polícia Judiciária assinar um documento, mas sei que sobre coacção não têm validade. Quis vir-me embora, porque apercebi-me que ninguém queria resolver nada. A única pessoa que se podia aleijar era eu, mas não deitei gasolina por cima de mim, porque não sou doido. É facilmente comprovável, porque eu não cheirava a gasolina e fui no carro deles a fumar».
Aluno que se barricou na Universidade Lusíada do Porto nega evocação de Salazar
"Cometi um acto ilícito do qual estou arrependido. Cometi aquela asneirada e já disse aos meus colegas que não quero que isto sirva de exemplo para ninguém", disse à Lusa Miguel Mota Cardoso.
O estudante de 42 anos que sexta-feira se barricou na Universidade Lusíada do Porto negou à agência Lusa que tenha evocado a figura de Salazar e manifestou-se arrependido da "asneirada" que fez.
Este aluno do segundo ano de Direito barricou-se cerca de três horas numa sala de espera da Universidade Lusíada do Porto, exigindo uma sindicância aos seus exames.
"Deitou combustível nos sofás e ameaçou incendiar-se. Tentámos conversar com o aluno, à distância, porque ele não deixava ninguém aproximar-se, e percebemos que havia da parte dele uma ideia má sobre a universidade", disse o vice-presidente da Fundação Minerva, proprietária das Universidades Lusíada, António José Moreira.
De acordo com António José Moreira, o aluno só saiu cerca das 14h00, "sem oferecer resistência, acompanhado pelo coordenador da Polícia Judiciária que esteve a dialogar com ele cerca de meia hora e depois de ter falado com uma jornalista da SIC".
"Demonstrava distúrbios psicológicos e invocava figuras políticas do passado, como Salazar, Hitler e outros", disse António José Moreira, acrescentando que, enquanto esteve barricado, o aluno "pediu uma auditoria ao curso de Direito por parte do ministério da tutela".
O estudante barricou-se cerca das 11h00 numa sala de espera do edifício administrativo da universidade, para onde se dirigiu dizendo que aguardava pela revisão de uma prova para a qual teria sido notificado, acrescentou António José Moreira.
O vice-presidente da fundação referiu que este aluno está a frequentar o segundo ano do curso de Direito, tendo completado com sucesso todas as disciplinas do primeiro semestre, não lhe sendo conhecidos antecedentes que expliquem o seu acto.
O estudante negou neste domingo que tenha falado em Salazar e garantiu que só se referiu a Hitler ao criticar uma professora que disse numa aula que "Hitler nunca foi nazi, apenas estava a cumprir a constituição alemã".
"Não é verdade. Não sei onde é que o professor António José Moreira foi buscar isso. Nunca falei sobre Salazar. Não estou louco. Estava ali a pedir uma sindicância às minhas provas", afirmou Miguel Mota Cardoso, garantindo que nunca manifestou intenção de se imolar pelo fogo.
O estudante referiu que já deu indicações ao seu advogado para "instaurar um processo de difamação por injúrias à idoneidade psicológica e direitos fundamentais".
"Destruí a minha vida e não sei o que vai ser de mim", disse Miguel Cardoso, manifestando-se convencido de que será expulso da Universidade Lusíada e que dificilmente será aceite noutra universidade.
Um estudante de Direito barricou-se numa sala de espera da Universidade Lusíada do Porto, ameaçando imolar-se pelo fogo.
"Deitou combustível nos sofás e ameaçou incendiar-se. Tentámos conversar com o aluno, à distância, porque ele não deixava ninguém aproximar-se, e percebemos que havia da parte dele uma ideia má sobre a universidade", contou à Agência Lusa o vice-presidente da Fundação Minerva, proprietária das Universidades Lusíada, António José Moreira.
O aluno, de 42 anos, barricou-se cerca das 11:00 e só saiu da sala pelas 14:00, "sem oferecer resistência, acompanhado pelo coordenador da Polícia Judiciária que esteve a dialogar com ele cerca de meia hora e depois de ter falado com uma jornalista da SIC".
"Demonstrava distúrbios psicológicos e invocava figuras políticas do passado, como Salazar, Hitler e outros", acrescentou António José Moreira. O aluno também "pediu uma auditoria ao curso de Direito por parte do Ministério da tutela".
O vice-presidente da fundação referiu ainda que o aluno frequenta o segundo ano do curso de Direito, tendo completado com sucesso todas as disciplinas do primeiro semestre, não lhe sendo conhecidos antecedentes que expliquem o seu acto.
In JN