Das recentes suspeitas de intrusão nos computadores dos Juizes e Procuradores do Mº Pº, refere a TSF Online:
«Depois de um relatório do Ministério Público ter denunciado interferências abusivas nos computadores de juizes e procuradores, o Governo afirma-se disponível para alterar o sistema de dados de maneira a garantir uma maior confidencialidade.
O ministro da Justiça, Alberto Costa, sublinhou que o Ministério da Justiça já apresentou, há alguns anos, «iniciativas (para melhorar a confidencialidade) à comissão Nacional de Protecção de dados, mas não teve reacções».
No entanto, o ministro salientou que por enquanto o Ministério da Justiça «não recebeu qualquer queixa» mas afirma que se «existir algum indício de que é necessária uma intervenção, estamos dispostos a introduzir correcções».
Na semana passada, o Diário de Noticias divulgou alguns dados de um relatório do ministério publico que referia um elevado numero de evasões dos computadores de juizes e procuradores do Ministério Público.»
Parece-me conveniente salientar que tais intrusões - caso existam - serão efectuadas quando o utilizador tem o seu PC ligado. Assim, os computadores ligados à rede da justiça, através da intranet, possuem visível no canto inferior direito do ecrã (barra de atalhos) o registo de IP, sendo este registo em termos latos o "bilhete de identidade" do PC. Este é visualizado por uma sigla contendo a letra "R". Estando este referido "R" com uma cor verde, significa que apenas o seu utilizador está ligado. Já quando o "R" muda da cor verde para o vermelho, significa que existe pelo menos um utilizador externo ligado ao PC, visualizando exactamente o conteúdo o ambiente de trabalho do utilizador primitivo.
Posto isto, concluo pela atenção do utilizador durante o período em que o PC está ligado, poderá este conhecer que alguém (utilizador externo) está ligado ao PC a que horas se conectou e durante quanto tempo.
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